Choro

Acabo de ler no GLOBO, 24/12, artigo escrito pelo músico e pesquisador Henrique Cazes – “Rio 450. Não esqueçam o choro!”. É mesmo incrível constatar que enquanto se amplia o número de jovens e excelentes músicos dedicados a este gênero musical genuinamente carioca mas acolhido, curtido e executado nacionalmente, espaços de apresentação até se reduzem.

Há alguns anos, festival de choro tendo como espaço a Sala Cecília Meireles, deixou de ser promovido. Domingueira de choro com o conjunto Sarau e convidados, no Espírito do Chope, na Cobal do Humaitá, perdeu o espaço em favor de transmissões televisivas ao vivo. No Carioca da Gema, na Lapa, o conjunto Pé de Moleque, sob o comando do notável Paulão Sete Cordas, às terças-feiras, já não ocupa aquele palco. A Radio Nacional que vinha transmitindo ao vivo, semanalmente às segundas-feiras, programa de choro com o conjunto Época de Ouro, há meses deixou de fazê-lo.

Paralelamente, avenidas são abertas sem que ocorra a autoridades competentes denominar uma delas como Avenida Pixinguinha, pelo significado que este nome representa em nosso quadro cultural, a partir do Choro.

 

Antonio Francisco da Silva
Rio de Janeiro, 24 dezembro de 2014

*Cópia encaminhada a vereadores, deputados e senadores, muitos dos quais nem aí para memória cultural, por desinteresse, alienação ou ignorância mesmo.