Maior bateria do mundo equaliza energia dos ventos

Redação do Site Inovação Tecnológica – 05/02/2013

Cada módulo da superbateria possui múltiplos terminais, o que permite que a eletricidade flua rapidamente. [Imagem: Xtreme Power]

Cada módulo da superbateria possui múltiplos terminais, o que permite que a eletricidade flua rapidamente. [Imagem: Xtreme Power]

Represa de energia

Em um local remoto do Texas, bem no quintal da indústria petrolífera, foi ligado na semana passada um equipamento para impulsionar as energias limpas e renováveis.

É a maior bateria do mundo, destinada a funcionar como uma “represa de energia” entre uma fazenda eólica e a rede de distribuição elétrica.

O objetivo é garantir um suprimento contínuo da eletricidade produzida pelos ventos para a rede elétrica.

Projetada com a tecnologia desenvolvida pela empresa emergente Xtreme Power, e financiada pela concessionária Duke Energy, a bateria pode injetar até 36 megawatts de potência na rede em um período de 15 minutos.

Isso não apenas resolve o dilema da intermitência natural da energia eólica – sempre dependente das variações dos ventos -, como ainda adiciona um elemento de segurança para a rede elétrica, que passa a contar com uma potência de reserva para atender prontamente qualquer pico de demanda.

Tecnologia chumbo-ácida

Apesar do seu tamanho, a maior bateria do mundo não traz muitas novidades tecnológicas.

Ela é formada por módulos do tamanho de um ônibus baseados na tecnologia chumbo-ácida, a mesma presente nas baterias dos automóveis há quase um século.

A novidade é que os eletrodos têm maior área, e cada módulo possui múltiplos terminais, o que permite que a eletricidade flua rapidamente, quase como em um supercapacitor.

Projetos de demonstração tecnológica

O Departamento de Energia dos Estados Unidos está financiando uma série de projetos de demonstração tecnológica para lidar com a intermitência típica das fontes de energia renovável, como solar, eólica e das ondas e marés, dos quais a superbateria é apenas o primeiro.

Segundo o órgão, ainda em 2013 deverão entrar em operação duas outras tecnologias com o mesmo objetivo, destacando-se uma bateria de fluxo à base de cloreto de zinco, que é recarregada por meio de um eletrólito líquido reaproveitável.

A bateria de fluxo será instalada na cidade de Modesto, na Califórnia, devendo substituir uma térmica a gás de 50 MW.

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